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domingo, 9 de novembro de 2008

Dois terços dos trabalhadores brasileiros sofrem de estresses

Estudo realizado pela União Geral dos Trabalhadores mostra que 73% dos funcionários de empresas do Brasil estão estressados e 75% têm problemas de saúde decorrentes do stress.



Os resultados da pesquisa realizada pela UGT mostram que os profissionais têm cada vez menos qualidade de vida por conta da grande demanda de trabalho e das pressões sofridas no ambiente corporativo. Segundo o estudo, que analisou mais de 4 mil postos de trabalho em diferentes áreas, três em cada quatro funcionários têm problemas de saúde por conta de todo esse stress.As doenças mais comuns são: fadiga, dor no pescoço e na cabeça, irritabilidade, sensação de angústia, insônia, falta de concentração e dificuldades da visão.
As conclusões do Observatório de Riscos Psicossociais da UGT são de que essa situação deve-se a diversos fatores, entre os quais estão a falta de autonomia, a insegurança em relação às condições de trabalho e ao futuro e, por fim, a indefinição sobre as tarefas a serem desenvolvidas pelos funcionários. Além disso, as relações sociais no ambiente corporativo também resultam na instabilidade emocional.
Entre os entrevistados que estavam de licença por motivo de depressão, 35% viram-se submetidos a intimidações e ameaças, 32% à perseguição moral, 26% a algum tipo de violência verbal e 23% sofreram agressões físicas.Para o especialista em produtividade pessoal e empresarial Christian Barbosa, essa realidade é constante em muitas empresas e pode ter conseqüências graves tanto para a saúde física e mental do trabalhador, quanto para a produtividade. “Uma pessoa que não esteja em suas perfeitas condições emocionais não consegue produzir o quanto gostaria e seu trabalho não rende”, afirma ele. “Até que chega um ponto em que tudo vira urgência e as pessoas não conseguem administrar o seu tempo para realizá-las dentro do prazo. A conseqüência disso é o stress gerado e a angústia que podem prejudicar a saúde do indivíduo”.
Barbosa é um exemplo vivo disso. Ele conta que aos 18 anos já tinha a sua própria empresa, voltada para assuntos ligados à tecnologia, e chegava a trabalhar de 16 a 18 horas por dia. “Eu contraí várias doenças decorrentes de todo o stress que passava”, conta ele, que teve uma gastrite que virou úlcera e, tempos depois, resultou em câncer. “Foi quando meu médico me recomendou fazer um curso de administração do tempo e isso me ajudou a ter mais realizações no trabalho, mais tempo para mim mesmo e mais qualidade de vida”.
Segundo Christian, na maioria dos casos, a falta de produtividade da equipe e também a falta de foco nos resultados é conseqüência de um líder estressado e sem tempo, que transmite essa carga negativa a todos os seus subordinados. “A verdade é que esses profissionais sem tempo para si próprios estão gerando equipes focadas na urgência. A conseqüência disso, claro, é uma equipe estressada e sem tempo para nada, e que não contribui para bons resultados na empresa em que trabalha”, conclui.

Fonte: Rrevista empreendedor




quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama é eleito presidente dos Estados Unidos


Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos e entra para a história como o primeiro negro a chegar ao comando da Casa Branca, ao derrotar o adversário republicano John McCain. "A mudança chegou à América", afirmou o presidente eleito em um discurso para mais de 100 mil pessoas em um parque de Chicago. Batendo McCain em Estados-chave, como Ohio, Pennsylvania, New Hampshire, Iowa e Novo México, ele irá para a Casa Branca com o Partido Democrata no controle da Câmara e do Senado.



Barack Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos. Depois de oito anos do governo republicano de George W. Bush, os norte-americanos aceitaram a proposta do novo eleito que trazia lemas como "Precisamos de mudança". Obama substituirá um líder que chegou a ser aclamado pelo pulso firme na guerra antiterrorismo, mas que deixou o posto desgastado por duas guerras, além da recente crise financeira.







Fonte: www.uai.com.br/ , www.uol.com.br/

Natura: a empresa sustentável do ano


A nona edição do Guia EXAME de Sustentabilidade escolheu a maior fabricante de cosméticos do Brasil como a empresa sustentável do ano. Ser sustentável é pensar e agir com uma visão no futuro e nenhuma empresa, até hoje, buscou tanto a sustentabilidade quanto a Natura.

Desde sua fundação (em 1969), a Natura busca reduzir o impacto negativo de suas atividades. Como exemplo, em 2001, foi criada a linha Ekos, que é baseada em ativos da biodiversidade brasileira.



De acordo com a empresa, a Responsabilidade Social Empresarial é uma oportunidade, pois, ao incorporar-se à gestão, há um aumento da competitividade, gera-se mais benefícios para os acionistas, empregados, clientes e sociedade.

Assim como a Natura, as outras empresas-modelo que compõem este Guia EXAME 2008 estão longe de ser empresas perfeitas. O que elas formam é o melhor retrato das grandes companhias brasileiras que estão conseguindo adaptar seus negócios aos novos tempos. 

Fonte: Guia EXAME 2008 - Sustentabilidade. Outubro/2008

domingo, 19 de outubro de 2008

Impactos da crise financeira nas empresas brasileiras

Já percebe-se sinais de contágio da crise financeira global na economia real brasileira. Já atingem setores considerados motores do crescimento. Há estoques maiores e menor disposição para contratar trabalhadores. Essa percepção foi identificada em setembro pela Fundação Getulio Vargas. "É reflexo da queda da demanda externa. O pior é que há sinais de desaquecimento na demanda interna também. Caminhamos para uma desaceleração", disse o coordenador da pesquisa na FGV Aloísio Campello à Folha de S.Paulo. A freada será por causa da dificuldade de financiamento externo. Especialmente na infra-estrutura, que depende dos dólares, pode haver atraso em projetos fundamentais, como os de transporte, energia e telecomunicações. Sem eles o crescimento econômico não se sustenta. O presidente Lula, tentando salvar a turbulência na retórica, afirmou: "O Natal está chegando, não pode faltar crédito".

Setores que já sofrem com a freada:

Mineração:

CSN e Vale: Uma das conseqüências do desaquecimento mundial é a redução na demanda por insumos como o minério, principal produto de exportação de empresas como Vale e CSN. A CSN, de acordo com analistas, já acumula prejuízo de R$ 1, 2 bilhão com a variação cambial, que ainda não atingiu a Vale. Mas é certo que haverá queda de preços em 2009 - e portanto menos dinheiro em caixa.


Indústria Aeronáutica:

Embraer: A empresa adiou a entrega de cinco jatos dos modelos 170/190 prevista para 2009 porque os clientes que encomendaram as aeronaves estão com problemas para conseguir financiamento devido à escassez de crédito no mercado. Ou seja, existe o risco de os pedidos virem a ser cancelados, o que pode resultar em perdas de US$ 160 milhões para a companhia.

Têxtil:

Coteminas: Apesar de beneficiado pela valorização cambial (que barateia os produtos para exportação), o setor tem sofrido com a desaceleração do consumo na Europa e nos Estados Unidos, os principais mercados compradores dos produtos nacionais. “Tivemos queda importante, de mais de 10% nas vendas neste ano”, afirma o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva.

Varejo:

Casas Bahia: A redução na oferta de crédito tem impacto direto no consumo e, conseqüentemente, nas empresas que atuam no varejo. Algumas lojas reduziram encomendas e as estimativas de aumento nas vendas de Natal. As Casas Bahia revisaram as projeções para o ano que vêm tentando prever os efeitos do crédito caro, escasso e com prazos menores.



Alimentação:

Sadia: A empresa, exportadora de carnes e com dívida em moeda estrangeira, admitiu perdas de R$ 760 milhões por causa das variações do real em relação ao dólar nas últimas semanas. Analistas estimam que a empresa terminará o ano com prejuízo de R$ 200 milhões. Em janeiro a previsão era de lucro de mais de R$ 500 milhões em 2008.

Fonte: Revista da Semana. Editora Abril. Edição 57 - 9 de outubro de 2008.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Estado de Guerra

Conflito é motivado por diferenças e estresse
Estudo diz que 25% dos envolvidos faltam ao trabalho ou adoecem

O gerente Marcelo Carvalho, da Sigvaris, busca soluções para o atrito antes que se torne um problema pessoal. Conversas atravessadas, má interpretação de diálogos e diferenças de cultura e de valores podem gerar conflitos nas empresas e, com eles, desgaste da equipe e até demissões.Esses atritos, contudo, se bem administrados, podem ser um motor de mudanças positivas nas companhias.As conclusões são de um estudo feito com 5.000 executivos belgas, brasileiros, dinamarqueses, franceses, alemães, irlandeses, holandeses, ingleses e norte-americanos. O objetivo foi quantificar o conflito no ambiente profissional.O levantamento foi conduzido pela consultoria internacional OPP, que desenvolve testes psicométricos, em parceria com a brasileira Fellipelli. O estudo foi obtido com exclusividade pela Folha.Classificado como qualquer divergência no ambiente organizacional que afete o fluxo de trabalho, o conflito foi notado por 85% dos entrevistados, que disseram lidar com ele em algum momento na empresa.MotivaçãoEntre as principais causas do embate, segundo os entrevistados, que escolheram respostas múltiplas, estão as divergências de personalidade (49%), o estresse (34%) e a carga de trabalho pesada (33%).Para o consultor Eduardo De Maria, sócio da Alive Eco Hut, que faz treinamentos corporativos, questões de personalidade aumentam a divergência."No conflito há uma visão antagônica a outra visão, e as pessoas não sabem lidar com isso porque vêem na discordância uma crítica, que pode se tornar uma ameaça ao status ou ao ego", explica."A falta de comunicação ou de liderança também pode causar conflitos", diz Adriana Fellipelli, sócia da Fellipelli.Para a consultora, entender a natureza da divergência é uma das ferramentas para combatê-la. "O treinamento de gestão de conflitos é importante porque tem impacto direto nos negócios. Se bem administrado, o conflito é positivo e traz crescimento para os funcionários."Segundo a pesquisa, os brasileiros gastam 1,9 hora semanal no manejo de conflitos no trabalho (leia mais ao lado).ResultadosAlém de atrapalhar a produtividade, a falta de solução do atrito também pode levar os envolvidos a ter problemas de saúde. O estudo aponta que 27% dos funcionários que vivenciaram um embate chegaram a ataques pessoais e que 25% deles faltaram ao trabalho ou ficaram doentes.Foi o que ocorreu com Alice (nome fictício), 32. Depois que uma nova diretora entrou em seu departamento, os conflitos começaram a aparecer, e as agressões ficaram corriqueiras. "Perdi 10 kg em sete meses, tive insônia e gastrite. A solução foi pedir demissão", relata.
Folha de são Paulo dia 12 de outubro de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Lei seca: Empreendedores buscam alternativas para não perder clientes


Os bares de Belo Horizonte já contam com grande perda de clientes. Isso ocorreu por conta da Lei Seca (lei 11.705), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 19 de junho, cujo objetivo é diminuir os acidentes de trânsito. Sabe-se que muitos deles ocorrem quando o motorista está sob efeito do álcool.

A lei parece estar funcionando, pois está afugentando as pessoas dos bares. De acordo com o diretor-jurídico da Abrasel (Associação Brasileira de Restaurantes e Empresas de Entretenimento), Persival Maricato, desde que ela entrou em vigor, os bares sofreram uma queda entre 30% e 40% no faturamento, o que acarretará demissões.

Como o governo não indica que irá recuar, o jeito, para os empresários que administram bares, restaurantes e danceterias, é usar a criatividade.Alguns bares estão oferecendo aos clientes caronas para casa via motoboy e pensam em oferecer chop sem álcool.

A lei, segundo a Agência Brasil, mostra que quem apresentar no teste do bafômetro percentual de álcool no sangue próximo de 0,3 miligrama fica sujeito a prisão de seis meses a três anos. Em quantidades inferiores, o condutor pode ser multado, perder a carteira de habilitação e ter o automóvel apreendido.

Antes dessa lei, o teor alcoólico permitido aos motoristas era de até seis decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a cerca de dois copos de cerveja). Com a entrada em vigor da nova lei, o motorista que se recusar a fazer o teste do bafômetro sofrerá as mesmas sanções aplicadas ao motorista embriagado.

Fonte: http://www.administradores.com.br/

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sérgio Cavalieri é premiado com título de Industrial do Ano

Sérgio Cavalieri (primeiro à esquerda na foto), presidente do conselho de administração da Alesat Combustíveis, faz parte da terceira geração da família que criou o grupo Asamar. Os negócios do grupo Asamar resistiram ao tempo e se expandiram por diversas áreas de atuação. No dia 16 de maio de 2008, Cavalieri recebeu o título de Industrial do Ano, concedido pela FIEMG (Federação das Industrias do Estado de minas Gerais).


Sua trajetória profissional começou no fim da década de 1970, na fábrica de Cimento Montes Claros, uma das empresas da família. Quando formou em engenharia foi convidado para ser chefe de obras.

Em 1985 o grupo diversificou sua atuação para o ramo agropecuário e o executivo foi transferido para a nova empresa. Depois voltou para a empresa de cimento e só em 1991 tornou-se diretor. No período, Cavalieri conciliava o trabalho na fábrica com as funções de professor universitário e diretor de escola técnica. A experiência com a comunidade foi ótima e ainda hoje é uma das marcas registradas das empresas do grupo.

A venda da fábrica de cimento marcou uma nova fase da vida do empresário. Em 1995 começava o processo de sucessão, da segunda para a terceira geração. Neste período surgiram a Metro Desenvolvimento Imobiliário e a Ale Combustíveis (hoje AleSat). Acompanhando as mudanças do mercado, o grupo Asamar passou a ter um perfil investigador. A gestão das empresas esta nas mãos de profissionais e os seis acionistas que integram a terceira geração dão o direcionamento estratégico, identificam novas oportunidades e acompanham os desafios de cada empresa, junto aos seus executivos.

Uma das mudanças mais marcantes na nova fase do grupo foi à união da Ale com a distribuidora potiguar Sat, dando origem a maior empresa do segmento do Brasil. A Alesat tem hoje 1,2 mil postos em 21 estados brasileiros e faturamento anual de 6,7 bilhões de reais.


O atendimento é o diferencial mais conhecido dos postos da rede Alesat. Ele pode ser percebido no modo de se vestir dos funcionários e na maneira como são treinados para atender os clientes.

As mudanças parecem estar longe de acabar. Para Cavalieri o segredo é: “Os valores humanos. O respeito aos funcionários, aos clientes, aos fornecedores. Acreditamos na retidão nos negócios, na postura ética e no respeito ao meio ambiente. Esses valores nasceram na família e na religião e criaram a identidade do grupo”.

Fonte: Revista Encontro Indústria - maio/2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Apelo Ecológico

A vale quer ser verde

A maior empresa privada do Brasil lança uma campanha com apelo ecológico — seu maior desafio será provar que sua preocupação vai além do marketing

Divulgação

Mina da Vale: pior avaliação entre as mineradoras


Por Malu Gaspar

EXAME Em sua última campanha publicitária, que estreou no início de junho na TV, a Vale investiu na imagem de companhia sustentável, capaz de transformar minérios em sonhos e ainda fazer tudo isso respeitando o meio ambiente e as comunidades nos arredores de suas minas e instalações. A campanha faz parte de um colossal projeto de lançamento da nova marca da empresa, que, em novembro do ano passado, deixou de ser a Vale do Rio Doce para se chamar apenas Vale. Com orçamento de 59 milhões de reais, a estratégia de divulgação do novo nome aproveita para colocar a Vale na onda da “companhia verde”, a mais nova tendência entre as grandes empresas globais que querem agregar uma imagem positiva ao seu nome — seja ela uma mineradora, um banco ou uma companhia de celulose. Essas corporações já perceberam que empresas amigas do planeta têm maiores chances de ganhar a simpatia dos consumidores e investidores — principalmente na Europa e nos Estados Unidos. “Há uma busca desenfreada por aparecer bonito na foto”, diz Alejandro Pinedo, da consultoria Interbrand, especializada em avaliação e construção de marcas. “O apelo à sustentabilidade passou a ser considerado um dos requisitos para tornar as empresas mais competitivas.”

Um relatório da consultoria Ernst&Young divulgado em abril passado, aponta pela primeira vez a preocupação ambiental dos consumidores e investidores — qualificada como radical greening — como um dos dez principais riscos para os negócios de uma empresa. Nenhuma companhia quer ver colado à sua imagem o atributo de destruidora da natureza — e isso é particularmente dramático no caso de corporações que atuam em setores que já têm uma imagem ruim por seu alto impacto ambiental, como é o caso da mineração. No caso específico da Vale, a situação é complexa. Dois estudos recentes de bancos internacionais sobre sustentabilidade no setor de mineração colocaram a Vale em uma situação constrangedora. No primeiro, do Citigroup, a brasileira ficou em penúltimo lugar numa lista de 15 empresas. No segundo, da Goldman Sachs, a Vale foi a 14a entre 15 no ranking ambiental e a nona no ranking de investimentos sociais. Os bancos fazem esse tipo de relatório para orientar decisões de investimentos para clientes e instituições que levam em conta critérios de sustentabilidade na hora de aplicar seus recursos. Em maio passado, outro estudo, da Fundação Brasileira do Desenvolvimento Sustentável, fez uma comparação entre os relatórios de sustentabilidade divulgados em 2007 pelas cinco maiores mineradoras do mundo. O estudo avaliou 13 itens. A Vale ficou em último lugar entre nove.

A nova estratégia de marketing da Vale coincide com a expansão internacional da companhia. No ano passado, a empresa passou por seu primeiro teste de imagem global, meses depois do processo de aquisição da canadense Inco. O principal projeto da empresa era uma gigantesca mina de níquel na Nova Caledônia, uma ilha paradisíaca do oceano Pacífico, que enfrentava forte resistência dos aborígines que vivem próximo à área de extração. Ambientalistas europeus tomaram o partido dos aborígines e começaram a protestar contra a empresa. Preocupado com o impacto, o presidente da Vale, Roger Agnelli, se envolveu pessoalmente na solução da crise. Recentemente, a empresa anunciou que pararia de fornecer minério para os produtores de ferro-gusa acusados de usar trabalho escravo ou queimar carvão de madeira ilegal da Amazônia. Não queria correr o risco de passar pelo que passaram os produtores de soja de Mato Grosso, após uma campanha internacional deflagrada pelo Greenpeace em maio de 2006. A ONG organizou protestos em lanchonetes do McDonald’s na Europa acusando a rede de vender produtos contendo carne de frango alimentado com soja proveniente de áreas de desmatamento irregular na Amazônia. Imediatamente, a rede de fast food pressionou seus fornecedores internacionais para não comprar mais a soja brasileira proveniente dos arredores da floresta. A Vale nega que esteja reforçando suas políticas de sustentabilidade em decorrência do processo de internacionalização. “Sempre fomos preocupados com sustentabilidade. Apenas estamos investindo mais no processo de informação do que fazemos”, diz Orlando Lima, diretor de sustentabilidade da Vale.

O apelo da sustentabilidade
Três grandes empresas que apostaram no meio ambiente para melhorar sua imagem
McDonald’s
A rede foi acusada pelo Greenpeace de ser cúmplice da destruição da Amazônia por vender nuggets feito de carne de frango alimentado com soja plantada na floresta.Arede pressionou os fornecedores, que baniram a ração à base de soja da Amazônia
British Petroleum
Em uma estratégia preventiva, a petrolífera inglesa decidiu antecipar-se às cobranças dos consumidores e investiu 200 milhões de dólares para limpar sua imagem, apresentando-se como companhia de energia e não de petróleo
General Motors
A GM estuda abrir mão da linha de utilitários Hummer, um dos grandes sucessos de venda da empresa nos últimos anos. O carro tem péssima imagem entre os americanos politicamente corretos por consumir grande quantidade de combustível

As iniciativas tomadas pela Vale nos últimos meses mostram que a empresa sabe que, pior do que não ter uma imagem de “companhia verde”, é ser acusada de que essa imagem é falsa. “Algumas empresas que nos pedem para construir uma imagem ‘verde’ no fundo não são tão verdes assim. Alertamos que o efeito de se forçar um vínculo que não existe pode ser um desastre”, diz Pinedo, da Interbrand. “A empresa precisa realmente ter comprometimento ambiental.” Um dos casos que ainda despertam muita desconfiança, por exemplo, é o da British Petroleum. A BP, que sempre esteve associada à poluição, investiu 200 milhões de dólares nos últimos anos para se transformar numa companhia preocupada com meio ambiente, com grande espaço para energias alternativas. Isso, no entanto, não foi suficiente para livrá-la das acusações de “greenwashing” (maquiagem verde). Ainda hoje, a BP é patrulhada pelos ambientalistas, como provam as recentes denúncias de que estaria envolvida em um pesado lobby contra o endurecimento das leis ambientais nos Estados Unidos. No caso da Vale, por enquanto, a estratégia de aparecer como uma “companhia verde” não enfrentou reveses. Mas só o tempo — e as ações que vierem com ele — dirão se a campanha é apenas uma estratégia de marketing ou uma preocupação concreta.

fonte:Revista Exame

domingo, 25 de maio de 2008

Menos conversa, mais ação


Menos conversa, mais ação

01.05.2008

A Natura se prepara para rever antigos dogmas, como a decisão por consenso, para ganhar velocidade e melhorar os resultados


Por Cristiane Mano

EXAME Em pouco mais de um mês, a Natura anunciou a contratação de dois executivos para seu alto escalão. O primeiro desses anúncios aconteceu em fevereiro, quando a empresa contratou o então presidente da área de consumo da Johnson&Johnson no Brasil, José Vicente Marino, como vice-presidente de marketing e vendas. No final de março foi a vez de Marcelo Cardoso, ex-presidente da consultoria de recursos humanos DBM, recrutado para o recém-criado cargo de vice-presidente de desenvolvimento organizacional. A chegada dos dois forasteiros simboliza uma nova fase que a Natura atravessa. Ao lado do presidente, Alessandro Carlucci, e do vice-presidente de inovação, Eduardo Luppi, os recém-chegados formam um time que tem se dedicado intensamente nas últimas semanas a repensar a maneira como a empresa se organiza e faz negócios. Neste momento, esse pequeno grupo está avaliando até mesmo o limite de uma das principais características da cultura da companhia, a decisão por consenso. Tradicionalmente, até 20 diretores costumam se reunir em encontros do comitê executivo para decidir os principais assuntos estratégicos da Natura, o que tende a tornar qualquer decisão mais lenta. "A idéia é manter os principais valores da companhia, mas adaptá-los à agilidade que o mercado exige", diz um executivo próximo à empresa. Procurado por EXAME, Carlucci não deu entrevista.

Fonte: Revista Exame



sábado, 24 de maio de 2008

Pela primeira vez na história, as mulheres brasileiras estão empreendendo mais que os homens

Há pouco mais de quatro décadas as mulheres começaram a lutar pelos mesmos direitos dos homens. Nos últimos anos, a luta feminina foi para entrar no mercado de trabalho. Agora, a mulher esta empreendendo e, no Brasil, até mais que os homens, de acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) Brasil, divulgada recentemente pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e da Produtividade (IBQP). Os dados revelam que o número de empreendedoras no Brasil cresceu de 29% para 52% entre 2001 e 2007 enquanto o número de homens caiu de 71% para 48% no mesmo período.

De acordo com a pesquisa, as brasileiras vêm conquistando sim mais espaço no ambiente de negócios, mas motivadas pelo fato de terem de complementar a renda familiar e prover suas casas, já que é alto no numero de mulheres chefes de família. Prova é que 63% dos empreendimentos femininos no Brasil são impulsionados pela necessidade. Já entre os homens, 54% tornaram-se empreendedores por oportunidade, enquanto no ambiente feminino esse numero é de 46%.


Fonte: Revista Encontro 23/05/2008 - nº78

domingo, 18 de maio de 2008

Petrobras é a 3ª maior companhia aberta de petróleo

A Petrobras ultrapassou a Royal Dutch Shell em valor de mercado e se tornou a terceira maior companhia aberta de petróleo e gás do mundo, de acordo com executivos da companhia e fornecedores de dados financeiros. A maior empresa aberta de hidrocarbonetos do mundo continua sendo ExxonMobil, seguida pela produtora de gás russa Gazprom, que também tem significativa produção de petróleo.


Quando o mercado fechou na sexta-feira, a Petrobras tinha um total de capitalização de mercado de US$ 264 bilhões, segundo informações do departamento de relações com investidores da companhia passadas à agência de notícias Dow Jones. O governo brasileiro possui 58% de participação nas ações com direito de voto da companhia, mas apenas 32% de suas ações totais.

A Exxon atualmente tem capitalização de mercado de US$ 472 bilhões, enquanto Gazprom tem US$ 360 bilhões. Executivos da Shell procurados pela Dow Jones não puderam fornecer dados imediatamente sobre o assunto, mas, de acordo com o site Yahoo! Finance, a atual capitalização de mercado da companhia é de US$ 252 bilhões. A agência Bloomberg também informa US$ 252 bilhões como a capitalização de mercado da Shell.

A Dow Jones não conseguiu contactar a PetroChina, a outra companhia de petróleo que compete pelo quarto lugar no ranking. O valor de mercado da companhia é de US$ 250 bilhões, de acordo com o Yahoo! Finance, ou de US$ 253 bilhões, de acordo com a Bloomberg.

As ações da Petrobras atualmente são negociadas em São Paulo, Nova York, Madri e Buenos Aires.

Os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Petrobras na Bolsa de Valores de Nova York subiram 158% nos últimos 12 meses, enquanto na Bolsa de Valores de São Paulo avançaram 108%. O forte desempenho veio juntamente com a alta dos preços do petróleo e uma série de grandes descobertas de reservas no Brasil. As informações são da Dow Jones.


Fonte: Jornal Estado de Minas (12 de Maio de 2008)