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sábado, 22 de novembro de 2008

TEORIA CONTINGENCIAL

Origem: Surgiu a partir de pesquisas feitas para verificar modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas.

•De acordo com a Teoria da Contingência não há nada absoluto nas organizações ou na teoria administrativa.

• Para a Abordagem contingencial existe uma relação funcional entre: condições do ambiente e técnicas administrativas que buscam a eficácia nos objetivos da organização. Fatores do ambiente e tecnologia são fundamentais para o equilíbrio dentro das organizações.

• O ambiente é vasto e complexo e as organizações não podem absorvê-lo, conhecê-lo e compreendê-lo em sua totalidade e complexidade. Para lidar com isso as organizações selecionam seus ambientes e passam a visualizar o seu mundo exterior apenas em certas partes selecionadas desse conjunto.

•As organizações percebem subjetivamente seus ambientes de acordo com suas experiências, problemas, expectativas, convicções e motivações. Cada organização interpreta de forma individual seu contexto ambiental. Isso significa que um mesmo ambiente pode ser percebido e interpretado diferentemente por duas ou mais organizações.

• Ambiente geral: Ambiente genérico, constituído de condições comuns a todas as organizações.

• Ambiente de tarefa: Ambiente de operações das organizações. 

• Junto ao ambiente existe a tecnologia, que constitui outra variável independente que influencia as características organizacionais. Sob ponto de vista administrativo, a tecnologia é algo que se desenvolve nas organizações por meio de conhecimentos acumulados e desenvolvidos sobre o significado e a execução de tarefas (know-how) constituindo um complexo de técnicas usadas na transformação dos insumos recebidos pela empresa em produtos ou serviços.

Fonte: www.ufpi.br/

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Teoria Matemática da Administração

A Teoria Matemática aplicada aos problemas administrativos é mais conhecida como Pesquisa Operacional. 
Os temas mais tratados pela Administração das Operações são: operações, serviços, qualidade, estratégias de operações e tecnologia.

Origens:

- O trabalho clássico sobre teoria dos jogos de Von Neumann e Morgenstern (1947) e de Wald (1954) para a teoria estatística da decisão;
- O estudo do Processo Decisório Hebert Simon (foto) e o surgimento da Teoria das Decisões;
- A existência de decisões programáveis;
- Desenvolvimento de técnicas a partir do computador;
- A Pesquisa Organizacional (PO) que aconteceu no decorrer da 2ª Guerra Mundial, influenciou muito no surgimento da Teoria Matemática.

Processo Decisório: 

O processo decisório constitui o estudo da Teoria da Decisão (considerada um desdobramento da Teoria Matemática) que baseia-se em duas perspectivas: do processo e do problema.
Segundo a Teoria da Decisão existem dois tipos extremos de decisão, as decisões programadas e as não - programadas:


Modelos Matemáticos em Administração :

A Teoria Matemática busca construir modelos matemáticos capazes de simular situações reais em empresa. Modelos matemáticos focalizam-se principalmente em  resolução de problemas de tomada de decisão. O modelo é a representação de algo ou o padrão a ser feito. Os modelos proporcionam representações da realidade, simulações futuras e podem ser classificados em dois grandes grupos: Problemas estruturados e problemas não estruturados.

Pesquisa Operacional (PO):

Pesquisa operacional é a aplicação de métodos, técnicas e instrumentos científicos para fornecer aos que controlam o sistema, soluções para problemas. 

Estratégia Organizacional:

A Teoria Matemática preocupou-se em competições típicas de jogos, baseando nas seguintes estratégias: Compreensão do comportamento competitivo; equilíbrio de movimentos estratégicos; investimentos em recursos a longo prazo; riscos e lucros previstos e a disposiçõa para agir. 

Necessidade de Indicadores de Desempenho:

Uma das maiores contribuições dos autores matemáticos foi os indicadores (financeiros, quantitativos, de avaliação do desempenho organizacional, etc) que baseiam-se nos seguintes fatores: 

- Por que medir?
- O que medir?
- Six-Sigma (sigma = medida de variação estatística)
- Balanced Scorecard (medidas e indicadores influenciam o comportamento das pessoas);

Fonte:
- CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Ed. Campus.
- www.unifebe.edu.br

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Abordagem Sistêmica



O biólogo alemão Ludwig von Bertalanffy elaborou por volta da década de 50 uma teoria interdisciplinar capaz de transcender aos problemas exclusivos de cada ciência e proporcionar princípios gerais e modelos gerais para todas as ciências envolvidas, de modo que as descobertas efetuadas em cada ciência pudessem ser utilizadas pelas demais. Essa teoria interdisciplinar - denominada Teoria Geral dos Sistemas - demonstra o isomorfismo das várias ciências, permitindo maior aproximação entre as suas fronteiras e o preenchimento dos espaços vazios entre elas. Essa teoria é essencialmente totalizante: os sistemas não podem ser plenamente compreendidos apenas pela análise separada e exclusiva de cada uma de suas partes. Ela se baseia na compreensão da dependência recíproca de todas as disciplinas e da necessidade de sua integração.Assim, os diversos ramos do conhecimento - até então estranhos uns aos outros pela intensa especialização e isolamento conseqüente - passaram a tratar seus objetivos de estudos como sistemas. Dentre eles está a Administração.


A Abordagem Sistêmica da Administração trata de três escolas principais:
· Cibernética e Administração
· Teoria Matemática da Administração
· Teoria de Sistemas



Cibernética e Administração
A Cibernética é uma ciência relativamente jovem. Foi criada por Norbert Wiener entre os anos de 1943 e 1947, justamente na época em que surgiu o primeiro computador de que se tem notícia, assim como a Teoria de Sistemas.Cibernética é a ciência da comunicação e do controle, seja no animal (homem, seres vivos), seja na máquina. A comunicação é que torna os sistemas integrados e coerentes e o controle é que regula o seu comportamento. A Cibernética compreende os processo e sistemas de transformação da informação e sua concretização em processos físicos, fisiológicos, psicológicos etc. de transformação da informação.A Cibernética é uma teoria dos sistemas de controle baseada na comunicação (transferência de informação) entre o sistema e o meio e dentro do sistema, e do controle (retroação) da função dos sistemas com respeito ao ambiente.



Teoria Matemática da Administração
A Teoria Matemática aplicada aos problemas administrativos é mais conhecida como Pesquisa Operacional.Teoria Matemática põe ênfase no processo decisório e procura tratá-lo de modo lógico e racional, através de uma abordagem quantitativa.
A Teoria Matemática desloca a ênfase na ação para a ênfase na decisão que a antecede. O processo decisorial é a sequência de etapas que formam uma decisão. A Tomada de decisão, conforme apresentada pelos defensores dessa teoria, possui um aspecto matemática, dicotômico, permitindo uma análise teoricamente precisa dos problemas (abordagem quantitativa).



Teoria de Sistemas
A Teoria Geral de Sistemas (T.G.S.) surgiu com os trabalhos do biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy. A Teoria Geral de Sistemas não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas sim produzir teorias e formulações conceituais que possam criar condições de aplicações na realidade empírica.Bertalanffy criticava a visão que se tem do mundo dividida em diferentes áreas, como física, química, biologia, psicologia, sociologia, etc. São divisões arbitrárias. E com fronteiras solidamente definidas. E espaços vazios entre elas. A natureza não está dividida em nenhuma dessas partes.
A Teoria Geral dos Sistemas afirma que as propriedades dos sistemas não podem ser descritas significativamente em termos de seus elementos separados. A compreensão dos sistemas somente ocorre quando estudamos os sistemas globalmente, envolvendo todas as interdependências de suas partes.

Marcos Bezerra

domingo, 12 de outubro de 2008

Teoria Estruturalista

Origens:

n- A oposição surgida entre a teoria Tradicional e a teoria das Relações Humanas;
n- A necessidade de visualizar “a organização como uma unidade social grande e complexa, onde interagem grupos sociais”;
n- A influência do estruturalismo nas ciências sociais e repercussão no estudo das organizações;
n- Novo conceito de estrutura. 

Etapas do desenvolvimento das organizações

n- Etapa da Natureza;
n- Etapa da do trabalho;
n- Etapa do capital;
n- Etapa da organização.

O Homem Organizacional

Para ser bem sucedido, o homem organizacional precisa de: Flexibilidade; Tolerância às frustações; Capacidade de adiar das recompensas; Permanente desejo de realização.

Abordagem Múltipla

Teoria Clássica + Teoria das Relações Humanas + Teoria da Burocracia. Classificada em:

- Organização Formal e Informal;

- Recompensas Materiais e Sociais;

- Os Diferentes Enfoques da Organização;

- Os Níveis da Organização;

- A diversidade de Organizações;

- Análise Interorganizacional.

Fonte:

  • www.admbrasil.com.br
  • CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron Books, 3ed.,1987.

Teoria da Burocracia

A burocracia da forma como será tratada aqui, não está relacionada com lentidão ou excesso de papelório e sim como uma forma de associação humana, baseada na racionalidade (na adequação dos meios aos fins, buscando a máxima eficiência).

Origens

O aparecimento das burocracias coincidem com o despontar do capitalismo, graças a vários fatores como:
-- Economia do tipo monetária;
-- Mercado de mão-de-obra;
-- Estado (modelo centralizado);
-- Necessidade de organizações justas e imparciais;
-- Necessidade de organizações mais bem planejadas;
-- Necessidade de organizações mais racionais.

O Modelo Weberiano

Historicamente a "ideologia da burocracia" nasceu de novo conjunto de normas de comportamento e produção, que Weber chamou de "ética protestante" que são: trabalho duro e árduo, ascetismo, poupança e objetividade. 

Max Weber ficou famoso pela sua teoria das estruturas de autoridade. Neste sentido ele distingue três tipos de sociedade e autoridade. Segundo ele, a “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específicos sejam obedecidos”.

O conceito de burocracia de Weber é abrangente e envolve diversos tipos de instituições sociais como a Igreja, universidades e grandes empresas. Tais instituições aplicavam o tipo burocrático de organização, concentrando meios administrativos no topo da hierarquia e utilizavando regras racionais e impessoais visando à máxima eficiência. As características da burocracia segundo Weber se encontram na postagem anterior.

Disfunções da burocracia

De acordo com Max Weber, o modelo burocrático busca a inteira previsibilidade do funcionamento no intuito de obter a máxima eficiência na organização.

Merton, ao estudar as conseqüências previstas da burocracia, notou a presença de conseqüências indesejáveis, às quais chamou de disfunções da burocracia, que levam à ineficiência e às imperfeições.

Segundo Merton, como o comportamento do ser humano é imprevisível, quando este participa da burocracia, faz com ela escape ao modelo preestabelecido. Assim, são geradas as seguintes disfunções do modelo weberiano:

  1. Internalização das normas
  2.  Excesso de formalismo e papelório
  3.  Resistência a mudanças
  4.  Despersonalização do relacionamento
  5.  Categorização do relacionamento
  6.  Superconformidade
  7.  Exibição de sinais de autoridade
  8.  Dificuldades com clientes

Outros modelos burocráticos

Merton 

Desenvolveu um modelo burocrático baseado em conseqüências não previstas por Weber. Critica a rigidez do modelo weberiano que, segundo ele, reduz a eficácia organizacional e põe em risco o apoio da clientela. 



Philip Selznick 

Focou seu trabalho na interação da burocracia com o ambiente, aspecto não abordado por Weber. Realizou pesquisas em uma grande organização norte-americana chegando as seguintes conclusões:
- A organização burocrática é uma estrutura social adaptativa. As organizações formais estão sujeitas às pressões do ambiente e necessitam se ajustar e modificar seus objetivos continuamente;
- Dentro da organização formal desenvolve-se uma estrutura informal;
- A organização não deve ser vista como um sistema fechado e estável.

Alvim W. Goldner

Realizou uma pesquisa que lhe permitiu concluir que não existe um só tipo ou modelo burocrático, e sim uma enorme variedade de graus de burocratização. De acordo com ele a burocratização é importante mas deve ser dosada: nem em excesso, nem em escassez.
 
Bibliografia
- CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron Books, 3ed.,1987.



sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Características da Burocracia Segundo Weber


Para Max Weber a burocracia é a organização eficiente por excelência e, para conseguir eficiência, este modelo explica nos mínimos detalhes como as coisas deverão ser feitas.
1- Caráter legal das normas e regulamentos:
Normas e regulamentos são estabelecidos por escrito, definindo como a organização irá funcionar.
2- Caráter formal das Comunicações:
As regras e ações administrativas são registradas formalmente por escrito. Todas as ações e procedimentos são feitos para facilitar as comunicações e rotinizar o preenchimento de sua formalização.
3- Caráter racional e divisão do trabalho:
Divisão sistemática e racional do trabalho. Cada participante tem um cargo específico com funções específicas. Cada um deve saber com clareza qual a sua tarefa, sua posição hierárquica, seus direitos e poderes.
4- Impessoalidade nas relações:
As atividades são distribuídas impessoalmente, considerando os cargos e funções. As pessoas vêm e vão e os cargos continuam os mesmos.
5- Hierarquia da Autoridade:
Cada cargo inferior deve estar sob controle e supervisão de um posto superior. Todos os cargos estão dispostos em estrutura hierárquica com privilégios e obrigações devidamente definidos por regras.
6- Rotinas e Procedimentos padronizados:
A burocracia fixa regras e normas técnicas que regulam os ocupantes de cada cargo, cujas atividades são executadas de acordo com rotinas e procedimentos.
7- Competência Técnica e Meritocracia:
A burocracia utiliza critérios universais onde a escolha das pessoas se dá de acordo com o mérito e a competência técnica e não por preferências pessoais.
8- Especialização da Administração:
O dirigente da organização não é necessariamente o dono do negócio ou grande acionista da empresa, mas um profissional especializado na sua administração.
9- Profissionalização dos participantes:
Na estrutura burocrática cada participante é um profissional pois atende às seguintes características:
- É um especialista na tarefa que executa;
- É assalariado;
- É ocupante de um cargo;
- É nomeado pelo superior hierárquico;
- Seu mandato é por tempo indeterminado;
- Segue carreira dentro da organização;
- Não possui a propriedade dos meios de produção e administração;
- É fiel ao cargo e identifica-se com os objetivos da empresa.
10- Completa Previsibilidade do Funcionamento:
A conseqüência da burocracia seria, segundo Weber, a previsibilidade do comportamento de seus membros. Tudo na burocracia é estabelecido para prever antecipadamente todas as ocorrências e rotinizar sua execução para que a máxima eficiência do sistema seja alcançada.
Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Estilos de Administração segundo a Teoria Comportamental

A Teoria Comportamental demonstra a variedade de estilos de administração que estão à disposição do administrador. Estes estilos dependem das convicções que os administradores têm a respeito do comportamento dentro da organização, que moldam a maneira de conduzir as pessoas, a maneira pela qual se divide o trabalho, se planejam e organizam as atividades.

Teoria X e Teoria Y :
McGrecor, um dos autores behavioristas, comparou dois estilos opostos da administração: um estilo baseado na teoria tradicional, mecanicista e pragmática (a chamada Teoria X) e, outro estilo baseado nas concepções modernas a respeito do comportamento humano (a chamada Teoria Y).

Teoria Z

A Teoria Z é um modelo de administração participativa que defende que todas as decisões organizacionais devem ser tomadas através do consenso, com ampla participação das pessoas e orientadas para longo prazo. Fundamenta-se nos seguintes princípios:

- Emprego estável para oe empregados, mesmo em época de dificuldades para a organização;
- Pouca especialização das pessoas que passam a ser desenvolvidas através de treinamento nos seus cargos;
- Avaliação do desempenho constante e promoção lenta;
- Igualitarismo no tratamento (condições de trabalho, benefícios, etc);
- Democracia e participação;
- Valorização das pessoas.

Fonte:
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração, 3 ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1987

sábado, 30 de agosto de 2008

Herbert Simon

Herbert Alexander Simon foi um economista americano que desenvolvel pesquisas no campo de psicologia cognitiva, informática, administração pública, sociologia econômica e filosofia. Era descrito por muitos como um polímata.
Mudanças revolucionárias em microeconomia são creditadas a Herbet Simon. Ele é responsável pelo conceito de tomada de decisão organizacional da forma como é conhecido atualmente. Foi também o primeiro discutir a este conceito em termos de incerteza; i.e. é impossível ter informação completa perfeita em qualquer tempo dado tomar uma decisão. Enquanto esta noção não era Simon inteiramente novo melhor é sabido para seu origination. Foi nessa área que ele recebeu o Prêmio Nobel em 1978, pelas suas pesquisas realizadas na área de "tomada de decisões no interior das organizações económicas". Segundo a sua teoria, a empresa deve ser encarada como um sistema de decisões onde o indivíduo é responsável pela tomada das mesmas.

sábado, 23 de agosto de 2008

Teoria Comportamental da Administração

Surgiu em 1947 nos EUA, dentro de uma fundamentação amplamente democrática. Baseia-se em novas proposições sobre a motivação humana, utilizando-se idéias de (principalmente) de McGregor, Maslow e Herzberg.

Origens:
- Oposição a Teoria das Relações humanas em relação à Teoria Clássica;
- Crítica a Teoria Clássica;
- Incorporação da Teoria da Burocracia;
- 1947: Início da Teoria Comportamental com o livro O Comportamento Administrativo de Hebert A. Simon;
- Surge com uma redefinição total de conceitos administrativos, ampliando seu conteúdo e natureza.

Características:
- Fundamenta-se no comportamento individual das pessoas;
- Estudo da motivação.

Hierarquia das necessidades de Maslow:

- Teoria da motivação:

Necessidades humanas estão organizadas e dispostas em níveis, numa hierarquia de importância e influenciação. Pode-se visualizar como uma pirâmide, onde, na base estão as necessidades mais baixas e no topo as mais elevadas como a auto-realização.



Foto: Abraham H. Maslow (1908 - 1970)



A hierarquia das necessidades, segundo Maslow

Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração, 3 ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1987

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Comissões

Comissões, Apreciação critica e Glossário
É um grupo de pessoas ao qual se atribui um assunto para ser estudado ou projeto para ser desenvolvido. É esta característica de grupo que a distingue dos outros instrumentos administrativos.
Elas recebem diversas denominações tais como: juntas, conselhos, comitês.
A autoridade dada às comissões é tão variadas que reina a confusão acerca de sua natureza, pois ela pode ser desempenhar funções administrativas, técnicas, estudar problemas, ou mesmo fornecer recomendações.
Características:
1-Ela não é um órgão da estrutura organizacional, pois ela não tem objetivo específico, próprio e particular, ela tem um objetivo que geralmente abrange vários órgãos (assuntos interdepartamentais). Conta com participantes que pertencem a vários e diferentes órgãos e níveis hierárquicos da organização. As comissões funcionam esporadicamente ou intermitentemente durante certos dias ou em determinadas horas, ela dura enquanto não se atinge o objetivo. Já o órgão funciona ininterruptamente durante todo o funcionamento da empresa.
2-Ela pode assumir tipos diferentes sendo:
Formais - Quando fazem parte da estrutura formal da organização, assim ela tem estrutura duradoura dentro da a organização.
Informais - Ela não tem posição definida nenhuma delegação de autoridade, elas surgem quando a organização precisa fazer algum estudo, plano ou tomar uma decisão grupal sobre um problema específico.
Temporárias-Quando sua existência depende do estudo, sua duração é relativamente curta.
Relativamente permanente - Quando sua existência é prolongada por tempos.
As comissões possuem os seguintes princípios básicos:
1- Deve nascer de uma necessidade reconhecida por diversos departamentos da empresa e por todo o pessoal nela envolvido.
2- Devem ter membros apropriados que dominem os assuntos que vão analisador.
3- Sua autoridade e objetivos de vem ser claramente definidos.
4- Devem começar o seu custo, seus benefícios devem ser comparados ao custo de instalação.
5- O seu trabalho deve ser estudado. Ela deve ser suficientemente grande para incluir a quantidade de especialistas exigidas pelo trabalho e promover o intercambio de idéias e as deliberações, e por outro lado, não apresentar um custo elevado de tempo e pessoal requerido.
6- Seu funcionamento deve-se basear na cooperação entre seus membros.Devem oferecer oportunidades de participação democrática e igualitária entre os membros.
Vantagens:
Tomadas de decisões e julgamentos grupais, variedade de abordagem sobre um mesmo assunto, visão mais ampla, e intercambio de idéias.
Constituiu um amaneira eficiente de obter a coordenação para o alcance de objetivos múltiplos.
São eficientes como um meio de transmitir informações ás partes interessadas, com economia de tempo e com provável reunião de sugestões diversificadas.
Além disso, muitas vezes sua implantação pode o correr do receio em se delegar autoridade a um único órgão ou pessoa.(ex: um executivo por receio de assumir responsabilidade por uma decisão difícil ou de confia-la a uma só pessoa, pode utilizar a comissão para obter recomendações a respeito).
Desvantagens:
Possível perda de tempo na tomada de decisões, muitas vezes ela provoca é mais indecisão, pois o tempo exigido em uma deliberação é gasto em aspectos variados e pontos de vista divergente.
Daí a dificuldade de se chegar a um termo quando há heteroneidade de participantes.
Há a questão do custo e do tempo, visto que geralmente as comissões envolvem especialistas de áreas diferentes e seu custo financeiro pode ser elevado quando se conta com especialistas de alto nível e salário.
Há a absorção de tempo útil de vários funcionários e desperdício de tempo daqueles de membros desinteressados.
Substituição do administrador quando se delega a autoridade um a grupo, sendo que há certas decisões que o administrador poderia tomar sozinho de uma forma mais rápida.Além disso, a comissão pode tirar a iniciativa de comando.
As comissões também exigem que haja um coordenador excepcionalmente eficiente, capaz de driblar a acomodação de alguns participantes, a intransigência de outros, de romper a lentidão que é característica de qualquer procedimento democrático de deliberação e ainda evitar que a coordenação se perpetue e se torne inativa sem uma coordenação adequada.
Apreciação crítica
As comissões foram criadas durante a Teoria Neoclássica, como um tipo de organização utilizada como ferramenta provisória para evitar a constante alteração da estrutura organizacional e mantê-la estável, são ainda freqüentemente utilizadas. Contudo, na atualidade, elas vão sendo substituídas por um conceito mais dinâmico e moderno que são as equipes.

Fonte:Teoria Geral da Administração de Idalberto Chiavenato

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Síntese

Decorrências da Teoria Neoclássica: Departamentalização

A Teoria Neoclássica tem como objetivo complementar a Administração Científica e a Clássica, afim de obter melhores resultados na gestão e produção.

Existem dois tipos de especialização: a vertical e a horizontal. A especialização vertical caracteriza-se pelo aumento no número de níveis hierárquicos objetivando aumentar a qualidade da supervisão. Já a especialização horizontal aumenta o número de órgãos especializados que permanece no mesmo nível hierárquico; tem como objetivo aumentar a perícia, a eficiência e a melhor qualidade no trabalho.

“A departamentalização é um meio para se obter homogeneidade de tarefas em cada órgão.”. Para que essa homogeneidade aconteça é necessário reunir em um mesmo conjunto todas as coisas que existem em comum como, por exemplo, processos. Há seis tipos de departamentalizações, são eles:

  1. Departamentalização por funções ou funcional. Consiste em agrupar as tarefas de acordo com as principais funções.
  2. Departamentalização por produtos ou serviços. É a diferenciação e agrupamento de atividades de acordo com o produto ou serviço realizado.
  3. Departamentalização por localização geográfica. Baseia-se na reunião de atividades e tarefas de acordo com a localização.
  4. Departamentalização por clientes. É a reunião de atividades e tarefas de acordo com os clientes da organização.
  5. Departamentalização por fases do processo (ou processamento). Consiste no agrupamento de tarefas relacionadas com os principais processos realizados pela organização.
  6. Departamentalização por projetos. Consiste no agrupamento das tarefas de acordo com os principais projetos feito pela organização.

Não é comum achar somente um tipo de departamentalização em uma organização e sim uma conjugação delas. Isso acontece porque os tipos de departamentalização não são suficientes para estruturarem uma organização. A departamentalização é utilizada para organizar o funcionamento da empresa, porém não é a melhor solução pois cria difíceis problemas de coordenação. Para amenizar o problema foram elaborados quatro princípios, a saber:

    1. Princípio do maior uso.
    2. Princípio de maior interesse.
    3. Princípio de separação do controle.
    4. Princípio de supressão da concorrência.

Síntese

Administração por Objetivos

“O enfoque baseado no processo e a preocupação maior com as atividades passaram a ser substituídos por um enfoque nos resultados e objetivos alcançados”. A APO surgiu quando Peter F. Drucker publicou, em 1954, um livro sobre a Administração por Objetivos e constitui um modelo com “espírito pragmático e democrático da Teoria Neoclássica”.

A APO consiste em um acordo estabelecido entre gerentes e subordinados para encontrarem objetivos em comum, eles definem as áreas de responsabilidades de cada um e as metas que os mesmo têm que cumprir. A APO tinha uma característica autocrática, porém funciona hoje como uma abordagem amigável, democrática e participativa. E possui as seguintes características: Estabelecimento conjunto de objetivos entre o gerente e o supervisor, de objetivos para cada departamento ou posição, interligação entre vários objetivos departamentais, ênfase na mensuração e no controle de resultados, contínua avaliação, revisão e reciclagem dos planos, participação atuante das gerências e dos subordinados e apoio intensivo do staff. A Administração por Objetivos consiste em um estabelecimento de metas por parte da gerência à administração, tais objetivos são quantitativos, difíceis, relevantes e compatíveis com a função de cada empregado.

A Teoria Neoclássica dá maior ênfase no planejamento estratégico. Quando os objetivos e metas são escolhidos o próximo passo é procurar meios/estratégias para alcançar tais metas. O entendimento de estratégia no âmbito empresarial é determinado como “a mobilização de todos os recursos da empresa no âmbito global visando atingir os objetivos no longo prazo”. Já o conceito de tática é explicado como “um esquema específico de emprego de recursos dentro de uma estratégia geral”. É preciso saber que tanto a estratégia como a tática exigem planejamento.

A Administração por Objetivos é um processo cíclico que permite alterações, ajustamentos e correções na etapa seguinte, tal ciclo “corresponde ao exercício fiscal da empresa para facilidade de execução e de controle”.

É preciso saber que os ciclos e os esquemas de desenvolvimento de executivos variam de autor para autor e que a Administração por Objetivos (APO) possui limitações nas vantagens que proporciona, ou seja, a mesma não é solução para todos os problemas de uma organização.


Referência Bibliográfica:

CHIAVENATO, Idalberto. “Introdução à teoria geral da administração”. 7ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Elsevier, 2003.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Decorrências da abordagem neoclássica:

Organização Funcional:

A organização funcional é uma estrutura organizacional que aplicou o princípio funcional ou princípio da especialização das funções para cada tarefa. Ele separa, distingue e especializa (germe do staff).

Características da organização funcional:
- Autoridade funcional ou dividida;
- Linhas diretas de comunicação;
- Descentralização das decisões;
- Ênfase na especialização.

Vantagens da organização funcional:
- Proporciona o máximo de especialização nos diversos orgãos ou cargos da organização;
- Permite a melhor supervisão técnica possível;
- Desenvolve comunicações diretas, sem intermediação, mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão;
- Separa funções de planejamento e de controle das funções de execução.

Desvantagens da organização funcional:
- Diluição e conseqüente perda de autoridade de comando;
- Subordinação múltipla;
- Tendência à concorrência entre os especialistas;
- Tendência à tensão e conflitos dentro da organização;
- Confusão quanto aos objetivos.

Fonte:
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração.
3 ed. Editora McGraw-Hill, São Paulo.

domingo, 1 de junho de 2008

ADMINISTRAÇÃO COMPLEXA: REVENDO AS BASES CIENTÍFICAS DA ADMINISTRAÇÃO

MÁRCIA ESTEVES AGOSTINHO
Doutora em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ.

Este artigo aponta a Teoria da Complexidade como uma nova base conceitual capaz de readequar a prática administrativa ao ambiente organizacional contemporâneo. Neste sentido, é apresentada a "Administração Complexa" - uma abordagem gerencial que leva para o universo das organizações os conhecimentos oriundos desta nova ciência. Com base no funcionamento dos chamados "sistemas complexos adaptativos", são estabelecidos quatro conceitos-chave: autonomia, cooperação, agregação e auto-organização. Estes são sugeridos como os princípios da "Administração Complexa". Com o objetivo de demonstrar a abordagem, é apresentado um estudo de caso realizado em uma organização industrial brasileira, a qual desenvolveu um sistema de gestão autônoma em uma de suas fábricas. Tal sistema ilustra o novo papel da administração que, ao deixar de se concentrar na prescrição e no controle, passa à tarefa de promover as condições para que desempenhos superiores possam surgir da atuação de indivíduos autônomos.
Palavras-Chave: Complexidade, administração, autonomia, cooperação, auto-organização.

Fonte: http://www.rae.com.br/

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Abordagem Neoclássica da Administração

A Abordagem Neoclássica é uma atualização da Teoria Clássica em relação à administração e as organizações da época. A base desta consiste em identificar a funções dos administradores para depois tirar delas os princípios fundamentais da prática administrativa.

Teoria Neoclássica

A Teoria Neoclássica também conhecida como Escola Operacional, Escola do Processo Administrativo ou Abordagem da Administração tem como principais características:

  • A ênfase na pratica da administração: Autores neoclássicos buscam conceitos de forma pratica e utilizável, visando principalmente à ação administrativa.
  • A reafirmação dos postulados clássicos: Atualização da Teoria Clássica.
  • A ênfase nos princípios gerais da administração: Estabelecem princípios para orientar o administrador em suas funções.
  • A ênfase nos objetivos e resultados: A Teoria Neoclássica destaca fortemente os fins e resultados, na busca da eficácia.
  • Ecletismo: Autores neoclássicos absorvem grande conteúdo de quase todas as teorias administrativas como a Teoria das Relações Humanas, a Teoria da Burocracia, a Teoria Estruturalista, entre outras.

A Administração como Técnica Social

A administração envolve o esforço humano coletivo seja na industria, em hospitais, etc. O homem precisa cooperar com outros homens para atingir seus objetivos, neste caso, a administração pode ser entendida como coordenação de atividades em geral.

Aspectos Administrativos comuns às organizações

A Teoria das Organizações considera três aspectos principais nas organizações: Quanto aos objetivos (estão fora das organizações, sempre são uma contribuição para individuo e sociedade); Quanto à administração; Quanto ao desempenho individual.

Cada empresa deve ser considerada sob o ponto de vista de eficiência (relação entre recursos aplicados e produto final obtido) e de eficácia (alcance dos objetivos através dos recursos disponíveis) e o ideal é ser igualmente eficiente e eficaz.

Centralização X Descentralização

O grau de descentralização de uma organização depende de diversos fatores como: o tipo de negocio, o tamanho da organização, a confiança nos subordinados, entre outros. Algumas vantagens da descentralização são: mais eficiência pois se aproveita mais o tempo e aptidão de funcionários que irão tomar decisões pelos chefes; Melhoria na qualidade das decisões (altos funcionários voltados a decisões mais importantes); Menores gastos. E as desvantagens: Falta de uniformidade das decisões; Insuficiente aproveitamento dos especialistas; falta de equipe apropriada ou de funcionários no campo de atividades, entre outros.

Funções do Administrador

Basicamente as funções do administrador são: planejamento, organização, direção e controle, esses itens englobam o processo administrativo.

Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. 3ª ed.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Os Quatro Princípios Fundamentais da Administração Científica

1º - Princípio da Padronização

  • Padronizar e classificar métodos e processos de trabalho a serem utilizados;
  • Aumento imediato da velocidade no trabalho;
  • Contínua substituição, devido ao aperfeiçoamento instrumental;
  • Estudo do tempo e dos movimentos (eliminar movimentos falhos, lentos e inúteis);
  • Estudo da ferramenta usada no ofício;
  • Padronização dos métodos.

2º - Princípio da Psicologia dos trabalhadores:

  • Estudo dos motivos que determinam a conduta humana;
  • A delegação de uma tarefa em tempo determinado satisfaz o trabalhador e aumenta sua eficiência;
  • O comprometimento e a agilidade do operário dependem do aumento salarial, gradativo e constante;
  • O acréscimo do ordenado deve acompanhar o profissionalismo do operário.

3º - Princípio do Planejamento:

  • Substitui o critério individual do operário e o improviso;
  • Requer preparo humano para realizar o trabalho da menor maneira;
  • Uso de instruções escritas e minuciosas, para que o processo seja produtivo e para direcionar a execução de funções específicas.

4º - Princípio da Supervisão:

  • Supervisores: agentes da seção de planejamento, escolhidos por conhecimentos e habilidades pessoais em suas especialidades;
  • Observam e acompanham os trabalhadores, desde o entendimento à aplicação das instruções;
  • Esses especialistas transmitem a cada operário conhecimentos específicos e orientação.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Teoria das Relações Humanas

Ao fazermos uma reflexão sobre a abordagem clássica da administração, percebemos que seus princípios são muito voltados para a “produtividade máxima”, para a parte mais técnica da organização, sendo criticada muito vezes, pela visão restrita do homem, ou seja, o homem trabalha visando somente variáveis econômicas.
Na Abordagem Humanística da Administração, porém, o homem deixa de ser uma peça, usada como meio para obtenção de resultados e passa a constituir a base da organização. A Teoria das Relações Humanas enfatiza as questões psicológicas, e apontam essas questões, como causas da produtividade ou a falta dessa no trabalho. O indivíduo nessa abordagem, não trabalha mais pela realização financeira, esse, trabalha para a auto-realização. É introduzido então, o conceito de homem social: os trabalhadores são criaturas dotadas de sentimentos, pensamentos e anseios, ou seja, o homem é um resultado de suas interações com o meio.
A Abordagem Humanística deve ser considerada como uma visão parcial da organização, pois dentro de um ambiente de trabalho os fatores sociais são de extrema importância, porém, os fatores técnicos não devem ser ignorados, pois o trabalhador depende de certas ferramentas para a execução de seu trabalho. Além disso, ter um empregado que se sinta realizado, não garante que as tarefas serão executadas de maneira correta.

terça-feira, 8 de abril de 2008

A Abordagem Clássica da Administração


A abordagem clássica se divide em:

· Administração Científica com o americano Frederick Winslow Taylor (à esquerda);
· Teoria Clássica com o europeu Henry Fayol (à direita).

A origem da Abordagem Clássica da Administração está nas conseqüências geradas pela revolução industrial, basicamente no crescimento acelerado e desorganizado das indústrias, exigindo uma substituição do empirismo por métodos científicos, e a necessidade de aumentar a eficiência e competência das organizações no sentido de obter melhor rendimento possível dos seus recursos e fazer face à concorrência e competição que cresciam entre as organizações.

Taylor veio a desenvolver a Escola da Administração Científica, preocupada em aumentar a eficiência da indústria e da racionalização do trabalho operário.

Fayol desenvolveu a chamada Teoria Clássica que se preocupava em aumentar a eficiência da empresa através da sua organização e da aplicação de princípios gerais da Administração em bases científicas.